1. Transarquitetônica - Henrique Oliveira

    Nascido em Ourinhos, interior paulista - 1973 - Henrique Oliveira é artista plástico premiado e reconhecido internacionalmente, formado pela Universidade de São Paulo. Na instalação Transarquitetônica, conta um pouco sobre a história e a desenvoltura da arquitetura de uma forma interativa. Um mesmo espaço é decomposto em vários materiais por um grande labirinto orgânico, serpenteando os pilotis de Oscar Niemeyer, afim de ilustrar os partidos de necessidade que geraram os princípios da arquitetura que conhecemos nos dias atuais.

    Nova sede do MAC USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo), em frente ao Parque Ibirapuera - Moema/Vila Mariana. 

    Para acessar o museu, utilize o Metrô e desembarque na Estação Brigadeiro. Na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, pegue a linha de ônibus Jardim Miriam (Zona Sul - azul claro) e desembarque no Portão 04 do Parque Ibirapuera. Atravesse a Passarela Ciccillo Matarazzo e chegará ao destino. Isso serve para quem não vive na Zona Sul e arredores, porém, há diversas outras linhas que partem da própria Zona Sul e do Centro. A entrada é gratuita e o edifício é formado por oito pavimentos + anexo, ao fundo. A instalação está nesse anexo. Mochilas e bolsas maiores devem permanecer no guarda-volumes, mas o uso de câmeras fotográficas está liberado. Por favor, respeitem as obras e não as toquem.

    PS: Peguem o elevador e visitem o terraço, no oitavo andar. É de longe uma das vistas mais deslumbrantes e imponentes da cidade. Podem ser contemplados: a Vila Mariana, distrito tradicional da região; o Instituto Biológico e o skyline quase infinito do Paraíso, Jardins, Vila Nova Conceição, Moema, Pinheiros e parte do Itaim Bibi. Além da majestade do nosso glorioso Ibirapuera.

    É imperdível! Até 30 de Novembro de 2014.

    Terça-feira: 10h às 21h.
    Quarta à domingo: 10h às 18h.

    Fotos: Lucas Chiconi

     
  2. Sua magnitude e ostentação revelam seus poderes.

    Avião em processo de pouso no Aeroporto de Congonhas, no coração da Zona Sul de São Paulo. Em primeiro plano, o terraço da nova sede do Museu de Arte Contemporânea da USP, seguido pelo Parque do Ibirapuera e a Vila Nova Conceição, o bairro com o metro quadrado mais caro da metrópole.

    Foto: Lucas Chiconi

     
  3. PAULISTA.P&B. 

    Fotos: Lucas Chiconi

     
  4. Já parou para apreciar a beleza arquitetônica e da engenharia das nossas estações do Metrô?

    O sistema metropolitano de São Paulo é duramente apontado como insuficiente para a metrópole que atende. São 75,5 km de extensão em 5 linhas (A Linha 4 - Amarela é operada pela Via Quatro) e 65 estações em um aglomerado de 21 milhões de habitantes e 2.200 km² de área urbanizada. É um país próprio dentro do Brasil e merece uma atenção muito especial das autoridades em relação à mobilidade urbana. Porém, isso não significa que não temos trunfos a servir de referência internacional. O Metrô paulistano foi eleito o 7º melhor do mundo, com destaque para sua limpeza e segurança. Subterrâneo, de superfície ou elevado. São várias as formas que esta grande malha sobre trilhos se dispõe diante desta megacidade, onde cada estação revela uma história, em especial da sua localização.

    Nas fotos, as estações Clínicas da Linha 2 - Verde e Carrão da Linha 3 - Vermelha. A primeira, inaugurada em 31 de Maio de 1986, foi construída na superfície e está localizada na Radial Leste, no distrito de Tatuapé, Zona Leste da cidade. Isso se deve a uma redefinição de limites distritais do município, emancipando o Carrão do Tatuapé, o que gerou a perda da estação para aquele distrito. Apesar disso, o nome da estação não foi alterado e está integrada à dois terminais de ônibus urbanos: norte e sul. A outra, inaugurada em 12 de Setembro de 1992, está localizada na Avenida Doutor Arnaldo, no entroncamento dos distritos de Jardim Paulista, Pinheiros e Consolação, um pouco além do Centro, já na Zona Oeste paulistana. É subterrânea e seu nome é derivado do Complexo Hospitalar das Clínicas, integrado à estação.

    Fotos: Lucas Chiconi

     
  5. Detalhe da Rua Oscar Freire, no coração dos Jardins. Eleita a oitava via mais luxuosa do mundo, após a Calle Serrano, em Madrid; Fifth Avenue, em New York; Champs-Élysées, em Paris; Via Montenapoleone, em Milano; Oxford Street, em London; Parliament Street, em Beirute; Jungfernstieg, em Hamburgo; e seguida pela Avenida da Liberdade, em Lisboa; e a PC Hoofstraat Avenue, em Amsterdam. É parada obrigatória e reduto de muitas celebridades nacionais e internacionais, que muitas vezes, ficam hospedadas no Hotel Emiliano, um dos mais tradicionais e elegantes da Pauliceia.

    Versace, Triton, Tufi Duek, TNG, Nespresso, Kate Spade, Joalheria Pandora, Le Lis Blanc, MontBlanc, Livraria da Vila, Roberto Cavalli, Riachuelo, Santa Lolla, Schutz, Animale, BO.BÔ, Bar Número, Kopenhagen, Carmim, Chilli Beans, Italy, Rodeio, Ellus, Dumond, Hope, Shoulder, Quem disse, Berenice? são apenas alguns dos estabelecimentos do local.

    Seu slogan? Elegante. Vibrante. Completa. Única. Bem-vindo à Oscar Freire.

    Se está na moda, está aqui.

    Foto: Lucas Chiconi

     
  6. Cosmopolita

    Um cidadão cosmopolita é aquele que se considera cidadão do mundo. Ser adaptável a qualquer localidade e cultura. Não muito diferente dessa ideia, quando nos referimos à uma cidade cosmopolita, queremos dizer que esta é uma cidade multicultural; reduto de várias comunidades de diferentes origens. Não é novidade que São Paulo é uma das cidades mais multiculturais e miscigenadas do mundo. Com seus 21 milhões de habitantes (11 milhões no município), abriga colônias italianas, espanholas, portuguesas, japonesas, chinesas, árabes, judias, russas, lituanas, croatas, alemãs, armênias, norte-americanas, peruanas, colombianas, coreanas, bolivianas, argentinas, além de oriundos de todo o Brasil. Em especial, nordestinos. Do ponto de vista cultural, apontar uma cidade cosmopolita como uma cidade global pode não ser um erro, porém este segundo termo está ligado diretamente à economia. Cidades globais são grandes centros financeiros, políticos, culturais e de entretenimento de grande influência internacional. Não diria que uma cidade global é sempre cosmopolita e vice-versa, mas posso dizer que toda cidade global tem um vasto cosmopolitismo. Alguns pontos da metrópole expressam essa mistura de forma única e maravilhosa, como a própria Avenida Paulista. Ela é de fato o nosso coração miscigenado, colorido, de múltiplas texturas e anti preconceito. Junto à ela, a famosa Rua Augusta, lar de todas as tribos já vistas na humanidade. Aqui o preconceito é proibido! É uma atitude desagradável e totalmente reprimida. Garotas de programa, Drag queens, funkeiros, rockeiros, casuais, alternativos, clássicos, góticos, patricinhas, playboys… Todos! O mais incrível? O respeito. Na Paulista e na Augusta se caminha da forma que quiser, com direito a melancias no pescoço. Ninguém irá te taxar como estranho ou pecador, mas apenas diferente. Aqui podemos ser quem somos de verdade. Criar o nosso próprio estilo e ser feliz! Uma cidade de fato cosmopolita é aquela que inspira e incentiva à diversidade humana. Onde as pessoas não nos julgam pelo que vestimos ou pela forma que andamos – não tenho culpa de ser desajeitado. Esse é meu charme e ninguém tem nada a ver com isso. Todos podemos ser belos, como a Catedral da Sé, imponentes como a Torre do Banespa, românticos como o Edifício Martinelli, cintilantes como a Fonte Multimídia do Ibirapuera, elegantes como a Rua Oscar Freire, únicos como a Ponte Estaiada, guerreiros como o povo da nossa imensa periferia ou até ter um pouco de tudo como a fervorosa Avenida Paulista. Agradeço por ser Paulistano. Agradeço por viver em São Paulo!

    Foto: Lucas Chiconi

     
  7. São Paulo é a oitava Capital da Moda no mundo.

    Este título se deve às cidades que possuem um acervo rico no mercado fashion, sendo o lar de diversos estilistas, agências de modelos, grandes marcas, revistas e meios de comunicação influentes, centros comerciais variados e afins. Porém, a moda é uma arte, onde não havendo inspiração, esta não exerce sua função. Portanto, uma legítima Capital da Moda deve ser um importante centro gerador e difusor de cultura, negócios, lazer e entretenimento, estabelecendo uma personalidade única, sendo assim, inspiradora para criar identidade, ousadia e força na mundo globalizado. Em fevereiro, foi divulgado um ranking do Global Language Monitor, uma empresa do Vale do Silício (Califórnia, Estados Unidos) que funciona como consultora de grandes empresas de tecnologia, sobre a evolução do universo fashion no mundo. A
     Pauliceia ocupa a 15ª posição entre as cidades mais fashion do mundo e recebeu o título de “Rainha Fashion da América Latina”. A São Paulo Fashion Week (SPFW) é considerada uma das maiores e mais importantes semanas de moda do planeta, antes realizada no prédio da Bienal do Ibirapuera, atualmente foi transferida para o Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros. Endereços como a Rua Oscar Freire - a oitava via mais luxuosa do mundo - e seu entorno, nos Jardins; centros comerciais luxuosos, como o JK Iguatemi, Cidade Jardim, Iguatemi, Higienópolis e Anália Franco são ditadores de tendências de luxo, assim como o Brás e o Bom Retiro são redutos do comércio popular, atraindo multidões dos quatro cantos do mundo. A pujança, cosmopolitismo e irreverência da Avenida Paulista, os contrastes históricos do Centro, os mais variados parques - destaque para o majestoso Ibirapuera - e a arte à flor da pele da Vila Madalena, de longe um dos bairros mais artísticos do mundo, sem dúvidas, são parte do todo que torna São Paulo um destino atrativo para o estudo, consumo, inspiração e investimentos no universo da moda.

    Na foto, a exposição “Forever Now”, no Shopping JK Iguatemi, onde foram expostas várias peças tradicionais do Museu da Gucci, em Florença, o qual foi inaugurado em 2012 em comemoração aos 90 anos da marca. São Paulo foi o primeiro destino à receber a mostra belíssima do seu acervo, com a presença ilustre de Frida Giannini - designer da marca - não apenas na exposição, mas também num evento de abertura.

    Foto: Lucas Chiconi

     
  8. Na intensa massa urbana, destaque para o Alto de Santana, bairro mais verticalizado e dos mais nobres da Zona Norte da cidade. Aos pés da Serra da Cantareira, o Horto Florestal. Parque mais famoso do norte paulistano, abriga o Palácio do Horto Florestal, a residência oficial de verão do governador do estado.

    Foto: Lucas Chiconi

     
  9. Pujança e diversidade

    Todos sabem que a Avenida Paulista é um dos mais importantes logradouros e cartões postais de São Paulo. Centro Financeiro internacional, a via também se destaca pela diversidade do seu público, oferta cultural e arquitetônica, com destaque para o MASP (Museu de Arte de São Paulo) de Lina Bo Bardi. Com 120 anos, esta que foi a primeira via asfaltada da cidade, continua em constante transformação e desenvolvimento. Tornou-se o epicentro das mais abrangentes manifestações, inclusive dos ciclistas que pretendem promover cada vez mais a bike como meio de transporte relevante na metrópole, alcançando vitórias como a ciclofaixa de lazer, agora em transição para uma possível ciclovia, ou seja, via permanente para ciclistas. Seus poucos lotes disponíveis de valor estratosférico já dão lugar a novos empreendimentos, como a Torre Matarazzo. Projeto de Aflalo & Gasperini, renomado escritório paulistano, será o maior edifício da famosa avenida e irá abrigar o Shopping Cidade São Paulo. Imaginem que orgulho? Serão 5 pisos, 170 lojas, 04 mega lojas, 8 restaurantes, Cinemark, teatro e 2.380 m² de área verde em seu jardim.

    Vamos aguardar ansiosos por essa majestade! Como diz o shopping: Completamente Paulista!

    Foto: Lucas Chiconi

     
  10. Muitos fogem de São Paulo para esquecer da loucura e da sua alta densidade. Essa massa urbana, das maiores do mundo, que nos espreme e desperta vidas. Essa megacidade que só é possível se ver por completa à partir do espaço. Nem do avião mais alto e potente temos a possibilidade de enxergar os seus extremos, os seus limites, suas bordas. E é esse exato e específico motivo pelo qual eu amo essa cidade. Motivo que me faz sorrir sempre que eu retorno para esse lar. É como um grande abraço envolvido por um império repleto de fortalezas, que ao primeiro passo adiante, estará para sempre envolvido e embolado nesse reboliço de vidas e prédios. Perdido, mas também seguro em meio a sua energia pulsante e acolhedora. Equilibrado, à partir do seu skyline infinito. A grande cidade sem fim…

    Dizem que nunca estamos fora de São Paulo, observando seus movimentos. Mas sempre dentro dela, participando de seus golpes e carícias. E essa é a mais pura verdade.

    Foto: Lucas Chiconi