1. Construído em 1904 pela poderosa família Matarazzo, o Hospital Umberto I (popularmente conhecido por Hospital Matarazzo) esteve fechado por vinte anos, mas agora, em 2014, foi invadido pela mostra Made By… Feito por Brasileiros. A montagem custou R$ 15 milhões de reais e foi organizada pelo grupo italiano Allard, o qual comprou o complexo e planeja transformá-lo em um hotel de luxo. A mostra reúne diversos artistas nacionais e internacionais, com um aparato de intervenções dos mais diversos estilos e objetivos expostos nos espaços do hospital. Aquele Q de história e ruínas proporciona ainda mais interesse na visita. Em estilo florentino, a arquitetura do complexo se destaca e contrasta intensamento em meio à uma das regiões mais verticalizadas da cidade, ao lado da pulsante Avenida Paulista. Localização de sucesso para o futuro empreendimento. 

    A mostra segue até o dia 12 de Outubro e depois o complexo será fechado para o início das obras do empreendimento. Portanto, já marquem na agenda!

    Alameda Rio Claro, 190 - Bela Vista, Centro.
    Entrada gratuita.

    Acesso garantido pela Estação Trianon-MASP da Linha 2 - Verde do Metrô. Saindo da estação, entre no boulevard que conecta a Paulista à Alameda Rio Claro.

    Fotos: Lucas Chiconi

     
  2. E o antigo Hospital Matarazzo foi invadido… Por arte!

    Foto: Lucas Chiconi

     
  3. Agora no Diurbe - São Paulo: Made By… Feito Por Brasileiros!

    Fotos: Lucas Chiconi

     
  4. Exposição sobre o Design Gráfico no SESC Pompéia, na Zona Oeste.

    Uma das obras de maior apreço e relevância da arquiteta Lina Bo Bardi, o SESC Pompéia é um dos grandes exemplos do restauro de uma edificação do patrimônio industrial transformada em espaço social e de cultura, integrado novamente à cidade.

    Foto: Lucas Chiconi

     
  5. Jardim Anália Franco ou Vila Regente Feijó. Não importa. Sua vista do nascer-do-sol é sempre a mais bonita!

    Foto: Lucas Chiconi

     
  6. Os contrastes da Mooca.

    Lembram da questão do Patrimônio Histórico? Essa semana eu retomo esse tema.

    Foto: Lucas Chiconi

     
  7. Foto: Lucas Chiconi

     
  8. E mais um dia acontece. Amanhece na gigante Pauliceia!

    Foto: Lucas Chiconi

     

  9. living-for-the-fight said: Na verdade, foi exatamente a isso que fiz referência, mas não me entenda mal; sou de São Miguel e sei bem como é ser de uma zona-dormitório. E é uma das coisas que eu, como cidadão, vou tentar lutar pra mudar

    Com certeza. Não se preocupe, pois toda opinião merece ser ouvida. De São Miguel? Bacana. É literalmente o bispo da Zona Leste. A primeira igreja da cidade foi a Capela de São Miguel. A ferrovia e as indústrias fazem desse distrito um dos mais prósperos da periferia do leste da cidade. Não o chamaria de bairro-dormitório, pois há uma enorme prosperidade nessa região, muito aliada à cultura e tradição própria que vocês tem aí. É bem diferente de distritos de formação cultural e de urbanização mais recentes, como São Mateus e São Rafael. Que apesar da proximidade com o ABC Paulista, ainda enfrentam grandes dificuldades sociais e de infraestrutura. São Miguel é como um oásis para os outros bairros periféricos da região (bairros distantes do núcleo central da cidade). Morumbi, os bairros nobres da Serra da Cantareira e Interlagos, por exemplo, são todos periféricos.

    Agradeço o prestígio e sua inteiração com o Diurbe. Abraço!

     

  10. living-for-the-fight said: Se a Mooca é a rainha e Tatuapé é o rei, então São Miguel é o bispo, a Penha a é torre e Artur Alvim e Ermelino Matarazzo são os peões?

    Não os chamaria de peões de forma alguma. Se você se refere aos trabalhadores, aqueles que movem a economia dos bairros que chamei de ‘reis’ e ‘rainhas’, pode até ser. O fato é que distritos como Artur Alvim, Ermelino Matarazzo, José Bonifácio e Cidade Tiradentes foram vítimas de um zoneamento segregador do século XX, o qual visava esconder os pobres nos “fundos” da cidade, enquanto os ricos desfrutam da boa localização e todos os benefícios culturais, de lazer e oferta de emprego que essas localidades centrais tem a oferecer. Devido a isso, esses distritos se tornaram cidades-dormitório, ou seja, a maior parte de seus respectivos territórios é utilizado apenas como habitações, sem grandes geradores de emprego. A solução para isso é gerar empregos nessas regiões e reduzir o deslocamento diário de todo esse contingente populacional que vemos diariamente se espremendo na Linha 3 - Vermelha do Metrô, 11-Coral e 12-Safira da CPTM, além das milhares de linhas de ônibus na direção do Centro (Tatuapé, Mooca, Centro Histórico, Paulista e diversas outras centralidades da metrópole). Se eu concordo com isso? De forma alguma. Mas é aceitando os fatos, compreendendo a história e criando bons projetos que vamos transformar essa realidade no futuro.